Pacheco Pereira no
Abrupto: " Soares entrou numa campanha quase de insulto pessoal, fazendo a psicanálise do seu adversário, a quem chama "complexado", ou melhor ainda, dizendo que é "complexado com ele próprio". Todo o discurso de Soares é de uma insuportável jactância e arrogância pessoal, política, mas também cultural e social. Não é muito distinto do ataque que o Independente em tempos fez a Macário Correia por ser filho de pobres. Soares não é um analista, não é um comentador, é um candidato a Presidente da República, a dita "mais alta magistratura da nação". Ora ainda não vi um único editorial de protesto contra quem está claramente a baixar o nível da campanha, editorial a que não escaparia qualquer outra personagem da política se não fosse Soares".
João Gonçalves no
Pulo do Lobo: "À falta de melhor, a generalidade dos órgãos de comunicação social dá a estas prestações o nome de "pré-campanha", levando-as a sério, e alinhando acriticamente pelo preconceito sobranceiro- e, porque não dizê-lo, reaccionário - que lhes está subjacente. O temor reverencial e a perspectiva cortesã não permitem ir mais longe. E a imensa "superioridade moral" e "intelectual" da figura também não".
Francisco José Viegas no
JN: "Eu não sou cavaquista. Limito-me a achar que Cavaco Silva será melhor presidente do que qualquer um dos seus opositores. Que o seu tipo de presidência permitirá que os governos governem e que os cidadãos sejam cidadãos de pleno direito - e que actuará com tranquilidade. E que Portugal precisa dessa margem de tranquilidade para se repensar e reorganizar sem lugares-comuns nem apêndices burlescos, pequenas lutas protocolares pelos holofotes da glória".
Soares e Jardim, n'
O Insurgente: "São de perder a conta as inomináveis coisas que Soares tem vindo a dizer ao longo desta pré-campanha. Agora, em mais uma demonstração daquilo que ele considera ser o seu "afecto", decidiu dar mais um
pontapé no ex-amigo Alegre ".
Pedro Romano no
Número Primo: "Apesar de tudo, não é uma fixação ao passado que me faz perder o respeito por aquilo que foi e aquilo que representou num tempo difícil. Por isso mesmo, custa-me ver uma figura do seu estatuto descer ao nível dos ataques soezes e picardias de mau gosto".
No
Devaneios Lusos: "É nítido que a campanha de Soares vive numa onda seguidista e distante da realidade onde Soares vai ditando leis absurdas que ninguém se atreve a contrariar. Os erros sucedem-se, mas o erro mais grave é inevitável. O erro de casting na escolha do candidato".