Leituras para compreender
Francisco José Viegas no JN sobre a "teoria da história" de José Sócrates: "O primeiro-ministro apareceu em Ponta Delgada a comunicar aos portugueses que Mário Soares esteve sempre "do lado certo da História". A afirmação é grave. A ideia de que há um lado certo da História é perigosa. Sócrates sabe. Haver um lado certo da História supõe a existência de um "lado errado" e, formulado assim, o "lado errado" não é apenas aquele onde se encontram os adversários; é o lado onde se encontram as pessoas que não pensam ou pensaram como ele. Uma delas foi Mário Soares. Estiveram muitas vezes em lados opostos da História recente."
No Bloguítica, Paulo Gorjão tem uma série de posts sobre a arrogância cultural de Mário Soares. Francisco José Viegas no A Origem das Espécies também sobre a arrogância cultural; sobre o mesmo tema, Gonçalo Curado no O Sinédrio, "Camões ou o Dan Brown em audiobook".
Carlos do Carmo Carapinha no Contra-a-Corrente, sobre Soares e a união dos portugueses: "Pergunto-me: o homem que, até há bem pouco, considerava Cavaco um bom candidato e que, agora, regurgita impropérios vários contra a «esfinge» e a «ímpia direita»; o homem que não se coíbe de lançar contendas várias contra a malignidade da direita (a do neo-liberalismo etc. e tal), sob a égide da boa ideologia (a dele, só a dele); o homem que usa e abusa da demagogia e cuja superficialidade em matéria de elucubrações sobre o mundo causa incómodo dado o manifesto índice de puerilidade; o «homo aristocraticus» que impregna o éter de pesporrência e distribui boutades à ralé enquanto se pavoneia pelo país como se tivesse sido divinamente legitimado para tais exercícios; o homem do extremismo à la mode, ferrenho da anti-globalização e do anti-americanismo, adepto de Chomsky, companheiro de Moore, apologista do diálogo com terroristas; é, portanto, este o homem que “sabe unir os portugueses”?"

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