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terça-feira, janeiro 10, 2006

Agora não falo!

Do Diário Digital, a declaração de Mário Soares: "Numa visita aos estaleiros da Lisnave, à tarde, Mário Soares tinha afirmado: «Agora estamos em campanha, é outra coisa, eu não vos falo directamente, fala ele», apontando para o seu assessor de imprensa nesta campanha eleitoral, João Paulo Velez". Um pouco mais tarde: "«Não, nada disso», garantiu Mário Soares!

Paulo Gorjão no Bloguítica: "Há birras e silêncios que valem por mil palavras. Mário Soares (PD, 9.1.2006) resolveu esclarecer as suspeitas que há muito tempo pairavam no ar: o instinto do candidato já não é o que era.Só isso pode explicar tamanho erro político. Acabou-se".

Manuel na Grande Loja: "Durante meses, a frente (fracticida) anti-cavaquista vaticinou que mal este abrisse a boca se iniciaria a queda livre de Cavaco. Hoje, Mário Soares anunciou o blackout total renunciando a todo e qualquer contacto com os jornalistas. Percebeu, talvez tarde de mais, que é também o seu excesso de verborreia, que o faz deslizar nas sondagens".

quarta-feira, dezembro 21, 2005

"Ele"

Francisco Proença de Carvalho, n' O Sinédrio: "A forma como o Dr. Soares se refere aos vários “eles” de Portugal, leva-me a pensar que o ex presidente da república, acha que nós, meros cidadãos portugueses, a maior parte esforçados trabalhadores, honestos cumpridores dos nossos deveres, estamos vários furos abaixo da sua pessoa".

Nuno Silva Leal no Linha de Rumo:"De resto, tenho pena que o Dr. Soares para além de não conseguir articular uma frase sobre o futuro e as suas ideias e apenas ataque o Prof. Cavaco ainda use tácticas "scolarianas" de acusar e não concretizar. Achei de muito mau gosto, para não descer ao seu baixo nível na forma e conteúdo, que viesse dizer algo do género "eu sei aquilo que o Prof. Cavaco dizia e fazia nos Conselhos Europeus porque tinha amigos lá que me contavam mas não vou revelar" e dando entender pelo discurso que o Prof. Cavaco não defendeu Portugal nessas reuniões. Isso é COBARDIA, é lançar o boato e não concretizar - se ele sabe alguma coisa, que o diga".

José Mexia no Nortadas: "Quando alguém se arroga culturalmente mais evoluído e nasceu em condições bem melhores de quem veio ao mundo no Algarve rural, supostamente deveria ter mais educação".

João Dias da Cruz no Palavras Cruzadas: "De quem se refere frequentemente ao seu adversário na corrida às presidenciais de 2006 com um displicente “ele”, só se pode pensar que perdeu a noção das conveniências ou que é mal-educado e gosta de ser ofensivo".

Debate Soares-Cavaco na RTP1

David Justino na Quarta República: "Mário Soares jogou os trunfos todos que tinha, mas não se pode ir a jogo só com paus. Deu uma imagem que se traduz em deselegância e deslealdade. Um candidato a Presidente da República não pode dar esta imagem. Esta é a imagem da velha política, dessa de que o Povo português está farto e desconfia".

Paulo Gorjão no Bloguítica: "O debate das cascas de banana: Cavaco Silva conseguiu evitar todas, ou quase todas. Case closed".

Bruno Alves na Desesperada Esperança: "Se Soares acha que Cavaco será fonte de instabilidade, qualquer pessoa com ouvidos percebe que Soares não poderá ser outra coisa".

Filipe Nunes Vicente no Mar Salgado:" PASSADO A FERRO: Soares ficou sem um vinco".

João Gonçalves no Portugal dos Pequeninos: "Não chegou. Não chegou, apesar do "estilo" caneleiro, de efeito garantido junto do "povo", não chegou, dizia, para os objectivos do candidato. Aliás, as declarações imediatamente proferidas após o debate não o desmentem".

Gabriel no Blasfémias: «Deselegante» disse Cavaco. Gabo-lhe a contenção, perante a baixeza de nível de Soares. Já há muito que não via, em política, tal coisa.
E que ficará «impune», once again...."

Paulo Tunhas no Pulo do Lobo: "Deixemo-nos de tretas. Soares esteve muitíssimo pior do que se esperaria, esteve péssimo, oscilando entre o papel de entrevistador género Manuela Moura Guedes e a grosseria pura e simples ("eu sei o que as pessoas me dizem de si..."), sem, perdido, conseguir articular uma ideia consequente, e reactivo até mais não ("Eu também fui professor"). Péssimo. Cavaco fez o que quis. Não se acreditava".

Sondagem Markteste

Publicada pelo DN: "Neste estudo, elaborado já sob o efeito dos debates televisivos, Cavaco atinge uma das percentagens mais elevadas de sempre 57,9%. A mais de quarenta pontos de Alegre, que fica na segunda posição, com 16,2%, quando faltam duas semanas para o arranque oficial da campanha e a pouco mais de um mês do escrutínio, que se realiza a 22 de Janeiro.

SOARES ATRÁS DE ALEGRE. Esta sondagem atribui a Mário Soares a terceira posição, mas quase colado a Alegre, com 14,8% - percentagem que se insere dentro da margem de erro da própria sondagem, o que confere particular emoção à disputa pelo melhor lugar entre os quatro candidatos de esquerda".

Indispensável a leitura de Pedro Magalhães.

quarta-feira, dezembro 07, 2005

Balanço do debate Cavaco Silva - Manuel Alegre

João Gonçalves no Pulo do Lobo: "As pessoas que apreciam circo e touradas, não gostaram do debate entre Cavaco e Alegre".

No Tonibler: "Pela claríssima vantagem que levava em relação ao seu adversario directo, à partida, Cavaco e Silva era o candidato que teria mais a perder. O debate decorreu com bastante civismo, num estilo tranquilo que proporcionou a Cavaco e Silva, pelo menos, a manutenção da vantagem que detinha antes do debate".

Gonçalo Curado, O Sinédrio: "Com Alegre e Cavaco Silva a jogarem em catenaccio houve, no entanto, um derrotado claro: Mário Soares".

Nuno Silva Leal, no Linha de Rumo: Só por essa frase [força de desbloqueio], a vitória no debate de ontem foi sua, Prof. Cavaco.

Nuno Mendes, no Cais da Linha: "Ficou claro que ambos os candidatos saíram satisfeitos com o comportamento do adversário, apostaram na serenidade, transmitindo confiança a quem os ouviu, perante a mais que certa vitória de Cavaco, Alegre assume o papel claro de alternativa credivél, deixando para os outros três o papel “sujo” da demagogia e insulto gratuito, ..."

Estado Crítico: "O grau de civilidade, elevação, porém de confronto e discordância q.b. e que decorreu o primeiro debate presidencial entre Alegre e Cavaco revelou, dede já, uma coisa: há apenas e de facto dois verdadeiros candidatos à presidência da república".

A. J. Faria no Palavra entre Palavras: "Aqui fica o meu regozijo, pela atitude de ambos, num debate esclarecedor e dignificante para a política portuguesa".

Carlos Furtado, no Nortadas: "Mas este debate veio demonstrar que Cavaco e Alegre não estão a competir entre si. Cavaco luta para não perder os votos que "tem". Alegre procura ganhar votos a Soares".

Sondagens actualizadas

De consulta obrigatória a actualização dos resultados das sondagens sobre candidatos presidenciais, no Margens de Erro, de Pedro Magalhães.

sexta-feira, dezembro 02, 2005

Cultura e humanismo

A ler o artigo de Francisco José Viegas no JN: " Ora, eu cito "Os Lusíadas" porque Mário Soares levanta permanentemente a questão do "humanismo" e do "perfil humanista" dos candidatos a Belém. Sinceramente, é um assunto que me preocupa muito pouco. Já me preocupou em tempos, mas sei hoje que a instrumentalização da cultura e dos autores é uma arma medíocre. Aliás, a propósito de "humanismo" (que é tomado, erradamente, por "conhecimento das belas letras"), não percebo por que é que os "humanistas" têm de conhecer "Os Lusíadas" mas podem ignorar Verney (que detestava Camões), Ribeiro Sanches, Luiz da Cunha, Francisco de Hollanda, Ribeiro de Macedo, Herculano, ou os polemistas do século XIX".

Para avivar a memória

No Portugal Diário, declarações de Cavaco Silva na Convenção Laboral:«Alguns de vocês já nem se lembram dos salários em atraso em 1984 e 1985 e da crise em que se encontrava o distrito de Setúbal», começou por referir o candidato presidencial apoiado pelo PSD e CDS-PP. Segundo Cavaco Silva, antes de se tornar primeiro- ministro no final de 1985, encontrou um país "com uma inflação de 30 por cento e taxas de juro na ordem dos 30 a 40 por cento".

domingo, novembro 27, 2005

De mangas arregaçadas

No Público On-line: "O candidato presidencial Cavaco Silva pediu hoje "ajuda" aos portugueses, prometendo que, se for eleito, será "o primeiro a arregaçar as mangas para que o país entre, de novo, no rumo do progresso e do desenvolvimento". "Lembrou as suas origens humildes, dizendo que não nasceu nem em casa nem em terra de abundância. "Tive de lutar muito para chegar onde cheguei, pelo que me preocupa que todos os portugueses, do interior ou do litoral, do norte ou do sul, tenham as mesmas oportunidades de subir na vida", disse.

Soares muda de estratégia

Lê-se de fonte geralmente bem informada: "A estratégia de ataques sistemáticos a Cavaco Silva já começava a incomodar muitos socialistas e foi corrigida nos últimos dias. Mas agora, e perante o avolumar das preocupações trazidas pela dificuldade do candidato Mário Soares em "descolar" nas sondagens, outro tema começa a ganhar força entre esta candidatura a necessidade de maior presença e apoio do topo da hierarquia actual socialista, em particular de José Sócrates, e da máquina partidária, na campanha do fundador do partido".

Da mesma fonte: "ambiente vai ser prioriadde do candidato [Mário Soares]".

Soares opta pelo silêncio, segundo o Portugaldiário: "O candidato presidencial Mário Soares votou hoje ao silêncio as questões de política nacional durante um almoço em Estremoz, no evento gastronómico Cozinha dos Ganhões, iniciado com migas de espargos com carne de porco".

sábado, novembro 26, 2005

Campanha de instinto...

Paulo Gorjão , no Bloguítica, detecta inversão da estratégia na campanha de Soares: "Como se percebe ao ler o texto, a estratégia que tem vindo a ser implementada é da exclusiva responsabilidade pessoal de Soares. A tal «campanha de instinto» a que o texto faz referência. Dito de outro modo, percebe-se claramente que a Comissão Política tem tido pouco ou nenhum input. E percebe-se igualmente de forma muito clara que existe algum mal-estar. Repare-se na mensagem que é transmitida de que a tal «campanha de instinto (...) tem de chegar ao fim». Mais. Note-se como é sugerida uma estratégia alternativa: o «candidato da concórdia e da moderação»."

João Caetano Dias, no Pulo do Lobo, exibe um gráfico sem comentários. Diz tudo!

Projecções

O que os portugueses querem de um presidente, segundo a sondagem do Público:


1ª - honestidade (58%);
2ª - bom senso (41%);
3ª - competência técnica (33%);
4ª - capacidade de liderança (32%);
5ª - experiência (31%);
6ª - sensibilidade aos problemas sociais (31%);
7ª - simpatia (14%).

Tenham medo. Eles têm medo

Mário Soares recusou ser entrevistado pela revista Atlântico.

Luciano Amaral, no Diário de Notícias: "Imaginemos o prof. Cavaco, com o ar frenético que o dr. Soares tem ostentado nas últimas semanas, a pedir por aí os boletins médicos dos outros candidatos, a acusá-los de não saberem bem o que é a democracia ou de serem vagamente ignorantes. Imaginemos a mandatária para a juventude do professor a insinuar a culpa de outro candidato na paraplegia de determinada pessoa. Imaginemos o professor, imitando o ar justiceiro do dr. Louçã, a propor novos impostos para equilibrar a Segurança Social. Valha-nos Deus Nosso Senhor, a escandaleira que não seria. Já pouco sobraria do pobre prof. Cavaco, frito e refrito na frigideira do comentário político e dos editoriais jornalísticos."

Neptuno, no Mar Salgado: "A quantidade de gente que não dorme se Cavaco ganhar as eleições presidenciais (uma minoria, segundo as sondagens) é impressionante. Ainda bem que conseguem dormir quando temos partidos de extrema esquerda representados no Parlamento e cujos elementos pactuaram durante anos com os crimes dos regimes que defendiam. Foi recentemente publicada uma biografia de Mao e parece que está para sair uma de Estaline, elencando os crimes perpetrados pelos seus idolatrados regimes. Para toda a gente dormir descansada. Também não deixa de ser interessante verificar (li no Público de hoje) que houve mais requiições civis em seis meses deste governo do que em dez anos do "intolerante", "arrogante", "crispado" e "ditatorial" Cavaco."

Também no Mar Salgado, Filipe Nunes Vicente: "Manuel Alegre tem razão, mas podia ir mais longe: dizer-se que uma possível vitória de Cavaco põe em causa a democracia, é passar um infame atestado de estupidez aos portugueses. E se é muito difícil explicar isto a um miúdo, eu, que tinha vinte anos quando disseram o mesmo da campanha de Freitas, sinto-me agora, em 2005, particulamente triste: tomam-me mesmo por parvo. Devo sê-lo, é a única explicação plausível."

Leituras para compreender

Francisco José Viegas no JN sobre a "teoria da história" de José Sócrates: "O primeiro-ministro apareceu em Ponta Delgada a comunicar aos portugueses que Mário Soares esteve sempre "do lado certo da História". A afirmação é grave. A ideia de que há um lado certo da História é perigosa. Sócrates sabe. Haver um lado certo da História supõe a existência de um "lado errado" e, formulado assim, o "lado errado" não é apenas aquele onde se encontram os adversários; é o lado onde se encontram as pessoas que não pensam ou pensaram como ele. Uma delas foi Mário Soares. Estiveram muitas vezes em lados opostos da História recente."

No Bloguítica, Paulo Gorjão tem uma série de posts sobre a arrogância cultural de Mário Soares. Francisco José Viegas no A Origem das Espécies também sobre a arrogância cultural; sobre o mesmo tema, Gonçalo Curado no O Sinédrio, "Camões ou o Dan Brown em audiobook".

Carlos do Carmo Carapinha no Contra-a-Corrente, sobre Soares e a união dos portugueses: "
Pergunto-me: o homem que, até há bem pouco, considerava Cavaco um bom candidato e que, agora, regurgita impropérios vários contra a «esfinge» e a «ímpia direita»; o homem que não se coíbe de lançar contendas várias contra a malignidade da direita (a do neo-liberalismo etc. e tal), sob a égide da boa ideologia (a dele, só a dele); o homem que usa e abusa da demagogia e cuja superficialidade em matéria de elucubrações sobre o mundo causa incómodo dado o manifesto índice de puerilidade; o «homo aristocraticus» que impregna o éter de pesporrência e distribui boutades à ralé enquanto se pavoneia pelo país como se tivesse sido divinamente legitimado para tais exercícios; o homem do extremismo à la mode, ferrenho da anti-globalização e do anti-americanismo, adepto de Chomsky, companheiro de Moore, apologista do diálogo com terroristas; é, portanto, este o homem que “sabe unir os portugueses”?"

Os donos da esquerda

Mário Soares protesta contra discurso de Cavaco Silva: medo do "discurso de esquerda".

sexta-feira, novembro 25, 2005

Leituras actualizadas

Pedro Picoito fala do Fim do PREC no Pulo do Lobo: "Nós ou o fascismo: eis o mote do costume. Não surpreende que haja quem o use ainda, passadas três décadas sobre o 25 de Novembro. Mas os portugueses dispensam tutelas. Sabem o que devem a Soares e a Alegre. Sabem o que não devem a Jerónimo de Sousa e a Louçã. E sabem o que querem para o futuro. Cavaco Silva na Presidência da República será a maioridade da democracia portuguesa. O fim do PREC, trinta anos depois. Já não era sem tempo".

Paulo Pedroso no Canhoto: "A candidatura de Mário Soares não foi bem recebida e continua em dificuldades. Sente-se que falta dar um argumento a quem quer voltar a votar Soares e não parece que a promessa de ficar só um mandato seja cativadora por aí além, pelo que não se percebe que se insista nela".

Luís Delgado no DN: "Será que ainda não perceberam que foi justamente o que ele fez, em dez anos, que lhe deu esta vantagem impossível de quebrar? Será que eles ainda não perceberam que os portugueses já escolheram Cavaco, e só querem que o tempo passe depressa e que tudo se resolva logo na primeira volta?"

O que fará Cavaco

Do texto de Bruno Alves na Desesperada Esperança: "Com toda a sinceridade, acho que Cavaco tem sido muito claro. Não se referindo a propostas governamentais específicas, Cavaco enumera uma série de questões que gostaria de ver implementadas em Portugal. Não é por não dar a sua opinião acerca da OTA que a sua campanha é vazia, nem é por dar uma opinião acerca de qual deveria ser a atitude de Portugal e das empresas portuguesas perante a globalização que apresenta um programa de governo. E quanto à forma como irá exercer o seu mandato, mais claro ainda tem sido: ao contrário de Sampaio, a sua acção não estará assente numa proliferação de discursos vagos e inconsequentes".

quinta-feira, novembro 24, 2005

Sondagens Universidade Católica e Marktest

Para uma análise séria dos resultados consultar as notas de Pedro Magalhães no Margens de Erro.

Uma leitura mais política dos resultados por David Justino, na Quarta República.

sábado, novembro 19, 2005

Máscaras

Texto de Bruno Vieira no Sinédrio: "A imagem pública de Mário Soares é a de um tio bonacheirão, um bon vivant, amante das artes e dos prazeres da vida, um anfitrião com quem desejaríamos passar um belo serão a comer umas outonais castanhas e a ouvir histórias de antanho. Cavaco Silva projecta uma imagem de gravidade, de austeridade de seminário, de professor de Latim, inflexível como as declinações. Há quem defenda que estas são descrições estereotipadas. Defende bem, mas as imagens existem e a consciência colectiva tem noção delas. Então, o que há de errado com estes estereótipos? Bem, Soares não é o alegre conviva que as suas amigáveis bochechas fazem crer. É, todos o reconhecem, uma ave de rapina, um conhecedor profundo dos jogos políticos, o celebrado animal politico. A crispação desenhada no rosto severo de Cavaco também existe em Soares. Mais: Soares, não raras vezes, deixa que lhe chegue à epiderme uma espécie de azedume aristocrático, uma arrogância de putativo monarca inquestionável."

Desnorte

Francisco Trigo de Abreu no Mau Tempo no Canil: "Mário Soares está a fazer uma campanha desnorteada. No sentido de não ter rumo. Vamos lá ser sérios: não se espera de um candidato presidencial que passe a vida a comentar boletins clínicos, as características psicológicas dos adversários ou se vai ou não haver debates. Isso é conversa de porta-voz."

Ler e tresler

Ler o post de João Gonçalves sobre o aproveitamento que a candidatura de Soares faz de textos antigos ou recentes de Vasco Pulido Valente.

sexta-feira, novembro 18, 2005

Em busca de um novo BI

Pedro Lomba no Pulo do Lobo, escreve sobre "problemas de identidade": "Há fortíssimos problemas de identidade e posicionamento na candidatura de Mário Soares. Só não vê quem não quer ou quem não pode"."Não é por acaso que o seu manifesto eleitoral buscou uma moderação e um recentramento ideológico, muito claro por exemplo nas suas referências completamente novas a um Estado social adequado ao desenvolvimento económico de Portugal. Isto é um Soares que não existia há um ano, que foi criado agora à pressa para um campanha eleitoral em que ele está de facto notoriamente com a identidade perdida".

David Justino na Quarta República: "No Correio da Manhã podia ler-se, confirmando o que havia ouvido: "Soares explicou que em 1985, quando deixou o governo, o país apresentava “superavit nas contas públicas e foi isso que permitiu os dez anos de expansão de Cavaco Silva”. "Soares mentiu! Mas o que me parece ser mais grave foi o ar convicto com que profere a mentira. Será que o senhor está mesmo convencido daquilo que disse?
Prefiro pensar que o senhor não está bem. Não pode estar bem!"

Na Coluna Virtual: "Por tudo isto, é mais do que legítimo concluir que quem parece não andar de bem consigo próprio é o dr. Soares que, muito provavelmente, quererá vingar o fim do bloco central às mãos de Cavaco. São 20 anos de ressentimento que, em larga medida, servem para enquadrar a forma e o conteúdo da acção e das palavras do dr. Soares para com o prof. Cavaco."

quinta-feira, novembro 17, 2005

Baixar o nível ... um pouco mais!

Pacheco Pereira no Abrupto: " Soares entrou numa campanha quase de insulto pessoal, fazendo a psicanálise do seu adversário, a quem chama "complexado", ou melhor ainda, dizendo que é "complexado com ele próprio". Todo o discurso de Soares é de uma insuportável jactância e arrogância pessoal, política, mas também cultural e social. Não é muito distinto do ataque que o Independente em tempos fez a Macário Correia por ser filho de pobres. Soares não é um analista, não é um comentador, é um candidato a Presidente da República, a dita "mais alta magistratura da nação". Ora ainda não vi um único editorial de protesto contra quem está claramente a baixar o nível da campanha, editorial a que não escaparia qualquer outra personagem da política se não fosse Soares".

João Gonçalves no Pulo do Lobo: "À falta de melhor, a generalidade dos órgãos de comunicação social dá a estas prestações o nome de "pré-campanha", levando-as a sério, e alinhando acriticamente pelo preconceito sobranceiro- e, porque não dizê-lo, reaccionário - que lhes está subjacente. O temor reverencial e a perspectiva cortesã não permitem ir mais longe. E a imensa "superioridade moral" e "intelectual" da figura também não".

Francisco José Viegas no JN: "Eu não sou cavaquista. Limito-me a achar que Cavaco Silva será melhor presidente do que qualquer um dos seus opositores. Que o seu tipo de presidência permitirá que os governos governem e que os cidadãos sejam cidadãos de pleno direito - e que actuará com tranquilidade. E que Portugal precisa dessa margem de tranquilidade para se repensar e reorganizar sem lugares-comuns nem apêndices burlescos, pequenas lutas protocolares pelos holofotes da glória".

Soares e Jardim, n' O Insurgente: "São de perder a conta as inomináveis coisas que Soares tem vindo a dizer ao longo desta pré-campanha. Agora, em mais uma demonstração daquilo que ele considera ser o seu "afecto", decidiu dar mais um pontapé no ex-amigo Alegre ".

Pedro Romano no Número Primo: "Apesar de tudo, não é uma fixação ao passado que me faz perder o respeito por aquilo que foi e aquilo que representou num tempo difícil. Por isso mesmo, custa-me ver uma figura do seu estatuto descer ao nível dos ataques soezes e picardias de mau gosto".

No Devaneios Lusos: "É nítido que a campanha de Soares vive numa onda seguidista e distante da realidade onde Soares vai ditando leis absurdas que ninguém se atreve a contrariar. Os erros sucedem-se, mas o erro mais grave é inevitável. O erro de casting na escolha do candidato".

Presidenciais no ponto

Octávio Ribeiro no Correio daManhã: "O ritmo das presidenciais está assim: Soares ataca Cavaco; Alegre ataca Soares e já critica o Governo; Jerónimo ataca Alegre, Cavaco e o Governo; Louçã ataca Cavaco, o Governo e ainda não definiu outro alvo".

Na Visão On-line:"O discurso do jantar de pré-campanha de Mário Soares, na segunda-feira, até começou com a promessa de não falar muito de Cavaco Silva, mas toda a sua intervenção posterior foi repleta de críticas directas e indirectas ao antigo primeiro-ministro".

António Borges, nas Noites à Direita, através do DN: "o Presidente da República terá um papel crucial que não é o de governar, mas o de fazer subir o nível da exigência".

quarta-feira, novembro 16, 2005

Baixar o nível

No Portugal Diário:"Em declarações aos jornalistas, Mário Soares começou por dizer que, quando afirmou que o próximo Presidente da República não pode ser hirto, distante e complexado, não se estava a referir «a ninguém em especial». «Mas agora vamos ver quem se mete dentro dessa carapuça» de ser hirto, distante e complexado, disse o ex-Presidente da República».

Ainda no Portugal Diário: "O candidato presidencial Manuel Alegre considerou hoje «de muito mau gosto» uma declaração do seu adversário Mário Soares segundo a qual todos os candidatos a Belém deveriam apresentar o seu boletim médico.

«É brincadeira de muito mau gosto. Com isso não se brinca», comentou Manuel Alegre, durante uma visita à delegação no Porto do Instituto Português de Sangue.

«"Toda a gente sabe que tive um enfarte e que recuperei. Estou perfeitam ente em condições, segundo a opinião dos meus médicos».

A reacção de João Gonçalves no Portugal dos Pequeninos e na Grande Loja do Queijo Limiano: "A inominável arrogância e a insuportável mesquinhez de Soares estão a fazer dele o candidato mais obsessivamente preconceituoso destas eleições. Onde estava a gravitas serena que nos habituámos a admirar, ficou uma espécie de arrivismo gratuito, mais adequado a uma candidatura marginal. É poucochinho e é paupérrimo".

Bruno Alves na Desesperada Esperança: "Na realidade, o dr. Soares tem, com a sua conduta, contribuido, como nenhum outro candidato presidencial, para agravar a descredibilização da classe política. Se não existissem mais razões (e do meu ponto de vista, elas não faltam), estaria aqui um motivo suficiente para não votar em Soares".

terça-feira, novembro 15, 2005

"Fazedores" e "Palradores"

David Justino no Quarta República: "No próximo acto eleitoral os Portugueses vão ter de pronunciar-se sobre que tipo de presidente pretendem: ou um tribuno que faça do verbo e do ruído a razão da sua existência, ou um presidente que privilegie a acção concertada com os restantes órgãos de soberania e a regulação atenta e parcimoniosa da vida política".

A "Obsessão de Soares" em O Insurgente.

Nassalete Miranda, em O Primeiro de Janeiro:
"O silêncio incomoda. Incomoda, sobretudo, os que não o sabem ler, os que se sentem perturbados pela capacidade que o silêncio tem de ensurdecer. O professor Cavaco Silva aprendeu há muito que a gestão da palavra e do silêncio irrita os restantes candidatos à Presidência da República, particularmente os drs. Mário Soares e Francisco Louçã. É natural, quem está habituado à proliferação da palavra, mesmo que repetida vezes sem conta e já com o discurso gasto, ao show-off, aos debates em que parece que o mais importante é ver quem sai vencedor do atropelo das palavras e das ideias, enfrentar na corrida a Belém alguém que não alinha pelo mesmo dispasão e que pretende fazer do tempo um seu aliado, é visivelemente perturbador".

Francis Afonso no Berra-Boi: " O dr. Soares e os seus apoiantes, a dois meses das eleições, já entraram nessa triste espiral. Basta ver o despropósito de Joana Amaral Dias, a contundência do Super-Mário, ou a exaltação de Vital Moreira. Mas a que se deve este suicídio colectivo? Antes de mais ao mito do dr. Soares. Crentes no “animal político”, capaz de reverter baixas expectativas, a sua entourage desilude-se na proporção inversa à míngua de apoio popular".

Martim Silva no Oeiras Local: "Por último, e depois de muito ter ouvido dizer que a direita isto ou a esquerda aquilo... Entendo que uma esquerda moderna, liberal, sem esqueletos no armário e roupa a cheirar a naftalina gonçalvista, não pode em 2005 ter hesitações em ver Cavaco Silva como o personagem certo para ocupar o Palácio de Belém".

No Anti-Direita Portuguesa:
"O grande «mérito» de Cavaco Silva é o facto de boa parte da Ala Esquerda considerar o governo de José Sócrates mais à direita que o de Santana Lopes e, por isso, não vê vantagem absolutamente nenhuma em votar num candidato do PS, vê até desvantagens...
O mérito de Cavaco é o demérito de Sócrates..."

Cavaco Silva na TVI - primeiras impressões

João Gonçalves no Pulo do Lobo: "Para alguém que não é um político profissional, Cavaco demonstrou um estóico profissionalismo político nesta sua primeira entrevista como candidato presidencial. Para quem percebe que "isto" é mesmo para levar a sério, julgo que ficou minimamente demonstrado, sem necessidade de retóricas desajustadas ou adjectivações doentias, que Cavaco não veio para "dividir" ou para "reviver o passado". Para quem, no entanto, aprecia o fait-divers, terá sabido a pouco".

José Medeiros Ferreira no Bicho Carpinteiro: "Após esta primeira ronda de entrevistas para a TVI, Constança Cunha e Sá aparece como a primeira grande vencedora destas presidenciais".

Vital Moreira e a réplica de Vítor Reis.

segunda-feira, novembro 14, 2005

Pormenores maiores

No Diário de Notícias de hoje: "A maioria dos membros do Conselho Geral da Fundação Mário Soares não apoia a recandidatura a Belém do ex-presidente ou não quis associar o seu nome ao MASP3. Dos 111 membros daquele órgão, apenas cerca de três dezenas apoiam agora Soares. Desses, 26 aceitaram integrar a extensa lista de 768 cidadãos que fazem parte da Comissão de Honra de apoio ao ex-chefe do Estado".

Ainda no DN o editorial de João Morgado Fernandes: "As eleições presidenciais de Janeiro poderão resolver-se, não pelas belas frases dos manifestos ou pelos nomes sonantes das várias comissões, mas sim pelo simples fait-divers". "É a procura desse "caso" que move os outros candidatos, numa guerra fratricida para saber quem consegue trazer o professor a jogo". "O mais tardar em Janeiro, nas últimas duas semanas de campanha, tudo pode acontecer".

Um comentário interessante em O Acidental: "O "Diário de Notícias" entrou em campanha por Mário Soares. Desde o editorial às notícias das presidenciais - vejam aqui e comparem os textos dedicados a Cavaco e a Soares".

A esfinge e o desespero da velha esquerda

A "esfinge" no crackdown: "O velho senhor chamou esfinge a Cavaco e foi um alvoroço. Qual ofensa, qual nada. Refinado cumprimento, isso sim, codificado para humanistas da mais fina água e homens de cultura à prova de bala, que Soares é raposa velha e armadilhou o panegírico. Então não sabem os ofendidos que a milenar monstrinha é um poderoso e universalmente reconhecido símbolo de força e de sabedoria? Cavaco sabe. Nem pestanejou, com a "ofensa".

Books over the floor: "Continua a ser delicioso o desespero com que os candidatos presidenciais "da esquerda" estão a encarar a falta de respostas aos ataques que têm dirigido a Cavaco Silva. O homem simplesmente ignora-os e isso está a deixa-los à beira de um ataque de nervos uma vez que ficam sem saber como se posicionar face a uma postura em nada condizente com a habitualmente adoptada pelos líderes políticos. As sondagens vão dando razão a Cavaco".

Vítor Reis no Quarta República: "Que se deixe contestar!"
"Parece um desafio. Mas é uma triste súplica, reveladora da progressiva degradação que tomou conta da campanha de Mário Soares. Já não é capaz de contestar Cavaco Silva.
Ele implora para que Cavaco Silva se deixe contestar".

domingo, novembro 13, 2005

Declarações de Cavaco Silva

De visita aos distritos de Viseu e da Guarda, Cavaco Silva insiste na elevação da campanha: «Não vou falar nos outros candidatos. Quero fazer uma campanha com dignidade e sem insultos». «Quero nesta campanha mostrar por que é que estou sinceramente convencido de que posso ajudar os portugueses».

Resultados da Eurosondagem: leituras e comentários

A (má) reacção de Vital Moreira à leitura do Expresso, no Causa Nossa.

Um reparo à crítica de Vital Moreira sobre as leituras dos resultados no Crítica Portuguesa.

Paulo Pinto de Masrenhas "Uma sondagem vale mais que mil palavras", em O Acidental: "Sondagem publicada no "Expresso" de hoje. Soares está tecnicamente empatado com Alegre. Jerónimo de Sousa está empatado tecnicamente com Louçã. Há um candidato que está tecnicamente desempatado com a vitória à primeira volta".

sábado, novembro 12, 2005

Sondagem da Eurosondagem para o Expresso-Sic-Renascença

Nova sondagem sobre intenções de voto para as Presidenciais. Responsabilidade da Eurosondagem, com resultados brutos:

Cavaco Silva: 44,7%
Mário Soares: 15,3%
Manuel Alegre: 14,4%
Francisco Louçã: 5,3%
Jerónimo de Sousa: 4,8%
Outros: 0,5%
Indecisos: 15%

Com a distribuição dos indecisos (sem que tivesse sido esclarecido qual o critério adoptado):

Cavaco Silva: 52,5%
Mário Soares: 18%
Manuel Alegre: 16,9%
Francisco Louçã: 6,3%
Jerónimo de Sousa: 5,7%

A sondagem esclarece ainda que a maior percentagem de indecisos se situa entre os eleitores com menos de 25 anos e com mais de 60, maioritariamente residentes na Região Norte e Centro.

Sobre os cuidados a ter na leitura dos resultados vale a pena ler a nota de Pedro Magalhães no Margens de Erro.

sexta-feira, novembro 11, 2005

Leituras e comentários da sondagem CM/Aximage

João Gonçalves no Portugal dos Pequeninos: "A tentativa de dramatização que anda a ser feita por um candidato, não só não o beneficia a ele, como pode prejudicar, em geral, a mobilização dos eleitores, nada disponíveis para "fitas". Estes são os verdadeiros adversários de Cavaco Silva. Quanto aos outros, particularmente Soares e Alegre, parece que está a cavar-se uma interessante divisão no eleitorado especialmente afecto aos dois, com uma ligeira vantagem para Alegre. Até quando vai Soares fingir que pode ignorar Manuel Alegre?"

Pedro Magalhães no Margens de Erro: "Segundo notícia em "caixa" no jornal, o eleitorado do PS continua, como anteriormente, dividido entre Cavaco, Soares e Alegre".

"Tudo na Mesma" no Al(maria)do:"A notícia já nem é o facto de Cavaco Silva poder vencer as eleições na primeira volta. Isso parece um dado adquirido e como tal não é notícia. O facto relevante é o mais do que provável segundo lugar de Manuel Alegre".

Sondagem Cooreio da Manhã-Aximage

O Correio da Manhã publica hoje uma sondagem sobre intenção de voto nas Presidenciais, da responsabilidade da Aximage. Principais resultados:

Votação 1.ª volta: CS-52,7%, MA-17,5%, MS-11,2%, JS-5,5% e FL-3,4%
Indecisos: 9% Abstenção: 41,7%

Cenários de 2.ª volta: CS/MA: 57,1%/37,8% CS/MS: 70,5%/25,6%

Intenções de voto no eleitorado socialista: CS-19%, MS-19% e MA-18,9%

quinta-feira, novembro 10, 2005

Profissionais e intermitentes

Um texto de Pacheco Pereira no Pulo do Lobo: "Cavaco não sabe de filosofia, como disse Mário Soares. Talvez. Mas já o vi discutir esta questão quando no PSD se fez a revisão do Programa, exactamente nestes termos que acima expus na parte relativa ao sentido da “dignidade” da pessoa humana, que nesse Programa tem como fonte o personalismo cristão e não a tradição republicana e jacobina. Cavaco não só participou com minúcia, como, quando se sentia não preparado perguntava sem complexos. Uma coisa não esqueço, em toda a discussão destes pontos e doutros conexos, como o da laicidade do partido (que Cavaco defendeu e bem), manteve sempre uma grande atenção nas muitas horas que durou a discussão. “Tecnocrata”? Duvido, interessava-se com genuína curiosidade".

Artigo de Paulo Mendo, sobre políticos profissionais: " Eu estive três vezes no Governo, tive actividade partidária, estou naturalmente interessado na política do meu país e do mundo, mas o meu destino e a a minha carreira faz-se ou fez-se na medicina, no hospital e na especialidade que abracei. Não sou, por isso, um político profissional. Foi isso que disse o Prof. Cavaco Silva, definindo-se, sem que daí seja legítimo concluir que, ao afirmá-lo, estivesse a rebaixar o político profissional".

Nota do Trepassa-se: "Começo a ter a certeza, se é que ainda não tinha, que o Dr. Mário Soares tem a mania que é mais do que os outros. Está a tentar criar a ideia que Cavaco Silva não passa de um tecnocrata e que só ele, Mário Soares, está preparado para lidar com todas as situações".

Miguel Ferreira, no Virtualidades:
"Mário Soares acusou agora Cavaco Silva de ser o “mestre do silêncio” de “prolongar o tabu do silêncio” e de ser um “candidato – esfinge”. Com estas criticas Mário Soares espera que Cavaco Silva comece a falar mais à comunicação social. No fundo que faça o que os “verdadeiros políticos” fazem, isto é, falar mesmo quando não têm nada para dizer".

Farpas e caneladas

João Gonçalves no Pulo do Lobo: "Tudo será feito para abalar a imagem de segurança, de confiança e de integridade que os portugueses reconhecem em Cavaco Silva. Em boa verdade, não há "humanismo" que resista a uma boa canelada".

O Insurgente: "Soares acusa Cavaco de "privar da palavra" os outros candidatos. O ridículo não conhece limites".

João Gonçalves, no Portugal dos Pequeninos: "Cada dia que passa, torna-se penosamente mais claro que é apenas Soares quem anda crispado e irritado porque não obtém nenhuma resposta. Por este andar, Soares arrisca-se a ser o Zelig desta campanha, o "homem desfocado" que aparece em todo o lado mas que já não pertence a lado nenhum".

David Justino no Quarta República: "Mas é interessante o facto de Mário Soares pretender ignorar os restantes candidatos do seu quadrante político: “não há candidatos à minha esquerda!”. Imagine-se o que diriam os restantes candidatos se a mesma frase saísse da boca de Cavaco Silva: espírito totalitário, é o regresso ao Estado Novo, quer fazer um plebiscito, insuportável arrogância!"

Cavaco Silva e a globalização

Declarações na apresentação do portal de campanha: «Quero um Portugal que não tenha medo da globalização». «Um país que ficar à margem do movimento da globalização arrisca-se a uma estagnação prolongada e a um aumento do desemprego».«Este mundo novo não é tolerante em relação àqueles agentes políticos que não conhecem a sociedade global», afirmou, sublinhando que «um Presidente da República tem de ter um entendimento razoável deste mundo novo, baseado no conhecimento e inovação, para saber como actuar, qual o rumo que deve apoiar».

Soares, uma campanha de farpas

Declarações de Soares: ""Parece que o professor Cavaco Silva vai agora fazer uma viagem, o que lhe permite continuar numa posição de não fazer pré-campanha. É uma posição que lhe agrada certamente, mas vai-se tornando uma espécie de candidato esfinge".

Resposta de Cavaco Silva: "Deixarei os portugueses julgar as afirmações de cada um (...) Os portugueses têm o bom senso de distinguir o que é retórica e o que é verdade". "Confio na escolha dos portugueses. Há outras candidaturas que estão numa luta partidária, eu sou independente, não negociei o apoio de qualquer partido, estou aqui apenas pelo futuro do país".

Currículos

É o título do artigo de Vasco Graça Moura, hoje no Diário de Notícias. A rematar: "Soares já tinha idade para saber que não é assim que se luta contra um adversário a quem ele devia agradecer a maior parte da visibilidade que teve enquanto foi presidente".

terça-feira, novembro 08, 2005

Certezas sociológicas ...

Declarações de Augusto Santos Silva em Castelo Branco: «Ninguém sabe qual vai ser o próximo Presidente da República. Até ao passado mês de Julho todos os estudos de opinião davam o não candidato assumido (Cavaco Silva) como o próximo PR. Era um passeio triunfal. Agora não há uma única sondagem que dê por garantida a vitória de Cavaco Silva à primeira volta» disse Santos Silva. «Foi a entrada em cena de Mário Soares que transformou uma coroação num a verdadeira eleição», argumentou. «A direita ou ganha à primeira volta ou não ganha. É impossível, nos termos da sociologia eleitoral portuguesa, que a direita ganhe à segunda volta», garantiu.

Prima Dona

Segundo o Diário Digital, "O candidato presidencial Mário Soares afirmou esta terça-feira que como Presidente da República, estará em «melhor posição» do que qualquer outro candidato para evitar em Portugal uma situação semelhante à que se vive em França".

No Insurgente: Será que os franceses estão interessados?

A ler a nota no Aliás: "Mário Soares diz-se republicano e laico mas adoraria que o entronizassem e adorassem. Aliás, ele sente-se entronizado e crê-se adorado; podem as sondagens, eventualmente, dizer o contrário, mas ele está seguro que o Povo acabará, na altura própria, por recolher ao seu redil".

Nota de Miguel a Francisco Louçã, o "Anti-Soares", no Insurgente: "Na apresentação da sua candidatura presidêncial, Francisco Louçã, deu especial ênfase aos aspectos económicos e demonstrou estar contra o "carreirismo" político".

Francis Afonso no Berra-boi: "
A direita e o centro esquerda vão referendar se querem Cavaco como presidente da república já em Janeiro, ou passados quinze dias. Os militantes do Partido Socialista vão referendar a direcção de Sócrates escolhendo entre Soares e Alegre. O que tiver mais de 10% de votos é declarado vencedor".

Adolfo Mesquita Nunes no Arte da Fuga: "
Os cartazes de Mário Soares estão na rua: ele sabe unir os portugueses. Esta frase é assassina. Não porque não seja uma boa frase de campanha. Não porque não seja o objectivo de qualquer candidatura presidencial. Mas porque esbarra completamente nessa realidade que é o facto de Soares não unir, sequer, o PS".


Parcimónia

A nota de Paulo Gorjão no Bloguítica: "Qualidade do que é parco; sobriedade. Eis (mais) um atributo que está a faltar a Mário Soares, que multiplica as suas intervenções e se pronuncia sobre tudo e sobre nada. Frenético, Soares tem sempre uma opinião para partilhar, ou um comentário para emitir. No meio de tanto ruído, alguém se lembra do que é que foi dito por Soares há dois ou três dias? Alguém percebe o que é o essencial e o acessório nas suas intervenções?
Como refere o provérbio, quem muito fala, pouco acerta".

Entrevista de Manuel Alegre na TVI

Notícia do DN: "Manuel Alegre garantiu ontem que "não deixaria de dormir descansado" por causa de uma vitória de Cavaco Silva nas eleições presidenciais. "Não acho que a democracia vá ao ar se Cavaco Silva ganhar as eleições", frisou o candidato, em entrevista à TVI."

Soares, Medina Carreira e Cassandra

Helena Matos no Público de 5-11:"Na entrevista que deu esta semana à revista Visão Mário Soares classifica Medina Carreira como uma "Cassandra lusitana". Os sucessivos avisos de Medina Carreira sobre o incomportável peso do Estado na sociedade portuguesa e sobre a não sustentabilidade da segurança social transformaram-no, segundo Mário Soares, num "profeta da desgraça". Mário Soares orgulha-se das suas leituras, mas creio que a Ilíada e a Odisseia não serão as suas leituras mais recentes, pois esqueceu o essencial: esqueceu que Cassandra tinha razão. A maldição que sobre ela fora lançada por Apolo fizera com que os seus avisos nunca fossem tomados em conta.

segunda-feira, novembro 07, 2005

Campanha Alegre.2

Luís Delgado escreve "A mistura de Alegre" no Diário de Notícias: "Manuel Alegre, de voz forte, timbre inconfundível, prosa escorreita, mostrou-se uma mistura de Perón, Fidel e Newt Gingrich, o que é populismo bastante, e suficiente, para empolgar qualquer plateia. Vai ser um caso sério nestas presidenciais, não para Cavaco, mas para Soares, Jerónimo e Louçã".

Os erros de Soares

António Barreto no Público: "É estranho ver um político tão competente, como Soares, dizer disparates. Com excepção das razões paroquiais (Cavaco, os socialistas, a esquerda...), todas as outras não passam de referências dramáticas com objectivo de dar energia e densidade a uma campanha que as não tem".
O texto completo disponível aqui.

domingo, novembro 06, 2005

Algo de especial em Cavaco

O título e nota de João Paulo Menezes em Blogouve-se: "Numa altura em que cada vez mais os políticos marcam conferências de imprensa em que não aceitam perguntas ou, como o nosso primeiro-ministro, as racionam a três ou quatro, o que aconteceu ontem com Cavaco Silva foi uma coisa especial: por aquilo que percebi, o candidato presidencial respondeu a todas as perguntas e com uma disponibilidade notável".

Esquerda, direita, op. 2

Mário Almeida n' O Eleito: "A teoria conspirativa da deriva presidencialista e messiânica contra Cavaco Silva já teve os seus custos. Soares quer ser um Ouvidor. Alegre, um Provedor.
Mas eles são candidatos a quê, afinal ?"

Crack, "Fé Púnica" no Crackdown: "Aqueles que endeusam Sócrates pela reserva perante a comunicação social, pelos silêncios com que tem tratado os pares da política, pela atitude fria, distante e superior, que escolhem apelidar de perfil de estadista, são os mesmos que, perante idênticas atitudes em Cavaco, o acusam de autismo, desrespeito e autoritarismo. "Os mesmos que vituperaram em Santana Lopes o afã pelos debates, são aqueles que hoje, apenas uns meses depois, elogiam em Soares a mesma ânsia, tão manifesta que mais parece ele um inexperiente caloiro da política".

Adolfo Mesquita Nunes no A Arte da Fuga:"
Parece que Cavaco Silva recusou que o Presidente da República possa ser «apenas um ouvidor» e prometeu que, se for eleito chefe de Estado, vai estar «muito atento à actividade do Governo». Vai dai, os apoiantes de Soares, aqueles que bateram palmas à decisão de Sampaio em dissolver a AR, vieram em bando dizer que o sistema está em perigo. E está. Mas não é o sistema político e constitucional de Portugal. O que está em perigo é o sistema deles".

Campanha Alegre

Vasco Pulido Valente no Público de hoje: "No fundo, o que move Alegre é exactamente o mesmo que move Jerónimo e Louçã: o interesse de facção. (...) De qualquer maneira, nem para Alegre, nem para Louçã, nem para Jerónimo, Cavaco é o inimigo. O inimigo é Sócrates, que se trata expeditivamente de abater E nisso talvez consigam chegar aos seus fins."

Henrique Monteiro no Expresso On-Line: "Mais do que salvar a esquerda, os eleitores querem contribuir para um país melhor. E, mesmo aqueles que são de esquerda, podem bem votar na direita se entenderem que os candidatos do seu espectro político apenas pretendem derrotar outro, não apresentando qualquer solução para os inúmeros problemas - económicos, políticos, éticos e identitários - de que o país sofre".

Vicente Jorge Silva no Diário de Notícias:
"O facto é que, perante o minimalismo iluminado de Cavaco, o passadismo fatigado de Soares e o partidarismo estrito de Jerónimo ou Louçã, Alegre justificou porque está na corrida, desalinhou a esquerda e lançou uma pedrada no charco das presidenciais. As palavras são uma arma frágil nos dias que correm e o seu poder mágico tende a diluir-se na voragem mediática. Também é fácil - e porventura justo - colar em Alegre a etiqueta de eterno e inconsequente diletante político".

sábado, novembro 05, 2005

O Manifesto Alegre

João Gonçalves no Portugal dos Pequeninos: "Ignoro, ainda, se é uma candidatura para levar a sério. Soares fará os possíveis por o diminuir, logo ele, que ouviu da boca de Alegre um dos mais belos discursos proferidos no seu primeiro comício da candidatura de 1986, no Pavilhão dos Desportos. Aí Alegre afirmou que Soares era "o candidato da memória contra o esquecimento". Hoje, Alegre apresenta-se como um "socialista independente", provavelmente em nome daquilo que ele entende ser um dever de cidadania por causa da mesma "memória" que não sente representada por Soares".

Vítor Reis no Quarta República:
"Por mais que Mário Soares pretenda aparecer como a única alternativa a Cavaco Silva, já é evidente que o adversário de Cavaco Silva nestas presidenciais será Manuel Alegre".

José Teófilo no Blogoperatório: "Manuel Alegre apresentou o seu programa de governo. Perdão, apresentou o seu manifesto de candidatura à Presidência da República".

As preocupações de André Freire sobre "A Esquerda e as Presidenciais" no Super Mário.

Messianismo

Francisco José Viegas na Origem das Espécies: "O que Soares defendeu foi o seu currículo político contra o bárbaro. A acusação de que Cavaco tem «uma concepção de democracia muito pouco estruturada» é uma dramatização em dois tempos falsos e não merecíamos que Mário Soares sucumbisse a essa tentação pobrezinha; nem à que o deixou, suspenso no ar, invocando «pressões», a dizer que o governo de Sócrates cairá se Cavaco for eleito".

Ainda de FJV o artigo no Jornal de Notícias sobre o Sebastianismo.

David Justino, na Quarta República, sobre o messianismo revanchista: "A esquerda velha anda, há décadas, a lançar este tipo de balelas intelectualizadas para os ouvidos do cidadão comum, manifestando um profundo desrespeito pela sua inteligência e memória. Banalizou o truque e tornou-se ridícula".


Opção Portugal Maior

Testemunho da sessão de Cavaco Silva na Reitoria da Universidade Nova de Lisboa, no Pulo do Lobo.

A análise dos candidatos em Viagem no Mundo dos Porquê.

Miguel Carvalho no Observador Cósmico: "Voto Cavaco, porque acredito que possa contribuir para aumentar a credibilidade da classe política já que, do meu ponto de vista, a falta desta é a maior ameaça ao sistema".

sexta-feira, novembro 04, 2005

Soares na TVI

Pacheco Pereira sobre Soares: "Na sua vida turbulenta e corajosa, ele ficou sempre o menino bem e mimado, que entende ter um direito natural a mandar, que trata Portugal e os portugueses como se lhe pertencessem".

António Alvim, no Reformista:
"Foi um Soares no seu melhor: Simpático, conversador, contador de histórias, solto, combativo, mas... a demonstrar que com ele o País (nós) não vai a lado nenhum".

O Complicómetro: "
Mário Soares revelou-se demasiado irado, respondendo ao lado e atacando a despropósito Cavaco Silva, com argumentos fracos e mesquinhos".

António Mira n'O Insubmisso:"Vi um homem a ofender gratuitamente a honorabilidade de outros. Vi um homem a denegrir gratuitamente e insustentadamente outro para benefício pessoal. Vi imodéstia onde deveria estar nobreza".

João Dias da Cruz no Palavras Cruzadas: "Quanto mais Soares saltar e dançar tentando desferir golpes baixos sobre a defesa bem montada de Cavaco, mais o campeão das palavras se irá cansando e desesperando de não tirar o candidato ao título do seu casulo."

Paulo Gorjão no Bloguítica:
"Mais uma intervenção desastrosa da parte de Soares, com um tom de crítica pessoal e um radicalismo que me parece totalmente desadequado e desajustado."

João Gonçalves, no Portugal dos Pequeninos: "Menorizar o adversário como se ele não tivesse "existência" democrática, é um sinal de intolerância jacobina que, a seu tempo, se virará contra os seus autores. Em suma, para alguém da "estatura" de Soares, tudo ali cheirou a "curto", a demasiado "curto".

António
Cipriano no A cumplicidade da alma:"Esta foi mais uma desilusão, à semelhança daquilo que está a ser a sua pré campanha. O Dr. Soares ao longo de 40 minutos penosos, procurou justificar a sua candidatura, caindo muitas vezes em contradição, perante uma jornalista bastante acutilante e agressiva. Do país nada falou. Nada disse do futuro!!! Como mobilizar os portugueses, nada disse? Como reconquistar a credibilidade do país e das instituições, nada referiu!!! Limitou-se a fazer considerações negativas sobre o Prof. Cavaco. Aliás, argumentos bem frágeis!!!!"